Rádio Torrões We

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

O apelo do Sínodo 2018 é que a Igreja caminhe com os jovens, como na passagem bíblica dos discípulos de Emaús


Já no Brasil após um intenso mês em Roma onde esteve de 03 a 28/10 como relator geral da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos deste ano, cujo tema foi: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, falou sobre o que significou este momento para ele e para a Igreja no mundo.
A postura fundamental da Igreja com os jovens após o Sínodo 2018, segundo o cardeal, está na passagem dos discípulos de Emaús, texto bíblico que inspirou a estruturação do documento final. “Com a passagem de Emaús, somos chamados a reconhecer que Jesus caminha com os jovens, está presente no meio deles, em meio a tantos desafios”, afirma.
O documento final com três partes, 12 capítulos, 167 parágrafos, 60 páginas já foi entregue e aprovado pelo papa Francisco e aguarda tradução para o português. “Apesar da responsabilidade do relator geral, a elaboração do documento final do Sínodo é uma tarefa coletiva”, explica o religioso. Nesta missão, o cardeal contou com o trabalho de dois secretários especiais, o padre Giacomo Costa e o padre Rossano Sala, de uma Comissão de Redação, eleita no início da Assembleia, e de com um grupo grande de peritos das diversas áreas.
Para o cardeal Sergio, cumprir a missão confiada a ele pelo papa Francisco de relator geral do Sínodo 2018 foi uma graça muito grande e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de aprender a partir da escuta, acolhida e discernimento frente a tantas questões, reflexões e propostas apresentadas no Sínodo pelos participantes dos cinco continentes. “Foi bom demais estar ainda mais perto do Papa Francisco, conviver com os bispos, padres, religiosos e leigos, representantes da Igreja no mundo inteiro e, desta vez, especialmente com os jovens”, disse.
Documento final e desafios – A primeira parte do documento final tem como título: “Caminhava com eles”. O cardeal reforça que, neste primeiro bloco, o documento pede que se considere atentamente a realidade da juventude concreta, seus valores e potencialidades, seus problemas e situações de vulnerabilidade, as diversas faces dos jovens, assim como a situação deles na Igreja local.
O cardeal reforça que na segunda parte do documento, cujo título é “Os olhos deles se abriram”, contempla-se a reflexão teológica sobre os jovens e o discernimento vocacional que leva a interpretar a realidade com a luz da fé. “Eles são convidados a refazerem, na comunidade, a experiência dos discípulos de Emaús, escutando a Palavra, participando da Eucaristia e da vida comunitária”, explicou.
O título da terceira parte, conforme a passagem de Emaús, é “Partiram sem demora”. “No terceiro momento, somos convidados a agir, procurando discernir, com a ajuda das propostas do Sínodo, os melhores meios para realizar a pastoral juvenil e o discernimento vocacional na Igreja local, com novo ardor missionário”, disse o religioso. O cardeal reforça que para “agir”, sem demora, é necessário definir ações comunitárias na Igreja nos vários níveis, procurando contar com os próprios jovens e, ao mesmo tempo, formar pessoas para o acompanhamento dos jovens e para a animação da pastoral juvenil com a perspectiva vocacional.

Após o encerramento da Assembleia Sinodal tem início a fase de recepção da reflexão e das propostas do Sínodo em toda a Igreja, fase que começa com as conferências episcopais de cada país e assembleia das dioceses e igrejas particulares. “O grande desafio é concretizar as indicações pastorais do Sínodo”, reforça dom Sergio.
O testemunho, segundo o presidente da CNBB, foi dado pelo próprio processo vivido pelo Sínodo: aproximar-se dos jovens para escutar, compreender, acolher e valorizar a presença deles em nossas comunidades, para compartilhar com eles a alegria do Evangelho e para ajudá-los a responder ao chamado para seguir a Cristo nas diversas vocações, sendo cristãos nos diversos ambientes da sociedade, principalmente no meio dos jovens”.
Fonte: CNBB

Santo do dia

São Josafá Kuncewycz



João nasceu de família cristã ortodoxa da Ucrânia, em 1580. Estudou filosofia e teologia. Aos vinte anos se tornou monge na Ordem de São Basílio, recebendo o nome de Josafá. Em pouco tempo era nomeado superior do convento e, logo depois, com apenas trinta e sete anos assumiu o arcebispado de Polotsk.

Os escritos sobre são Josafá nos dizem de sua enorme capacidade intelectual e de sua vivência da caridade cristã. Além disso, São josafá era um monge exemplar no seguimento das regras monásticas.

Josafá defendia com coragem a autoridade do Papa, lutando para evitar o cisma entre ocidente e oriente. Pregava e fazia questão de seguir os ensinamentos de Jesus numa só Igreja, sob a autoridade de um único pastor. Sua luta incansável reconquistou muitos cristãos afastados da Igreja.

Por causa de suas ações foi vítima de calúnias, difamação, acusações absurdas. Em uma pregação chegou a prever que seu fim estava próximo e seria na mão dos inimigos. Não demorou muito para que o bispo fosse perseguido, torturado e morto e teve seu corpo lançado nas águas escuras de um rio.

Tudo ocorreu no dia 12 de novembro de 1623. O seu corpo depois foi recuperado e venerado pelos fiéis. É chamado de padroeiro do ecumenismo

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Fonte:http://www.catolicoorante.com.br

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

As Indulgências pelas almas do Purgatório

Você sabe como lucrar indulgências?
A “Constituição Apostólica Doutrina das Indulgências”, do Papa Paulo VI, de 1967, explica a importância de se ganhar indulgências para a própria alma e para as almas do Purgatório. Após o Concilio Vaticano II alguns imaginavam que a Igreja fosse abolir as Indulgências; eis que foram retomadas na íntegra pelo Papa. O que são as Indulgências? Explica Paulo VI:
“A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos “se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”, enquanto “a Igreja no decorrer dos séculos, tende para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus (Dei Verbum, 8)” (DI, 1).
“Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos” (Norma 1).
“Assim nos ensina a revelação divina que os pecados acarretam como consequência penas infligidas pela santidade e justiça divina, penas que devem ser pagas ou neste mundo, mediante os sofrimentos, dificuldades e tristezas desta vida e sobretudo mediante a morte, ou então no século futuro…” (DI, 2).
“Essas penas são impostas pelo julgamento de Deus, julgamento a um tempo justo e misericordioso, a fim de purificar as almas, defender a integridade da ordem moral e restituir à glória de Deus a sua plena majestade. Todo pecado, efetivamente, acarreta uma perturbação da ordem universal, por Deus estabelecida com indizível sabedoria e caridade infinita, e uma destruição de bens imensos, quer se considere o pecador como tal quer a comunidade humana” (DI, 2).
O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que:
“Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, sequelas dos pecados” (§ 1498).
“Para compreender esta doutrina e esta prática da Igreja, é preciso entender que o pecado tem dupla consequência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, consequentemente, nos torna incapazes da vida eterna; esta privação se chama pena eterna do pecado. Por outro lado, mesmo o pecado venial, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra quer depois da morte, no estado chamado purgatório. Esta purificação liberta da chamada “pena temporal” do pecado. Essas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas antes como uma consequência da própria natureza do pecado” (§ 1472).
A realidade e a beleza da comunhão dos fiéis no corpo místico de Cristo, garante que “cada um se beneficia da santidade dos outros, bem para além do prejuízo que o pecado de um possa ter causado aos outros. Assim, o recurso à comunhão dos santos permite ao pecador contrito ser purificado, mais cedo e mais eficazmente, das penas do pecado” (CIC, §1475).
As indulgências podem ser plenárias ou parciais, se eliminam em parte ou no todo as penas que a alma deve cumprir no Purgatório. O Manual das Indulgências traz as 70 orações e meios para se ganhar essas indulgências.
Podemos ganhar uma indulgência plenária a cada dia para nossa alma ou para a alma de algum falecido. Vale a pena destacar aqui a indulgência plenária que se pode ganhar uma vez por dia, para si mesmo ou para as almas; realizando uma das seguintes obras:
1. adoração ao Santíssimo Sacramento pelo menos por meia hora (concessão n. 3);
2. leitura espiritual da Sagrada Escritura ao menos por meia hora (concessão n. 50);
3. piedoso exercício da Via Sacra (concessão n. 63);
4. recitação do Rosário de Nossa Senhora na igreja, no oratório ou na família ou na comunidade religiosa ou em piedosa associação (concessão n. 63).
Além disso é sempre necessário que o fiel faça a Confissão individual rejeitando todos os pecados (basta uma Confissão para várias indulgências), participe da santa Missa e da Comunhão, e reze pelo Papa ao menos um Pai-nosso e uma Ave-Maria.
Repetidas vezes os Papas têm autorizado indulgências plenárias especiais tendo em vista algumas comemorações. O Papa Francisco concedeu indulgência plenária para o Ano Santo da Misericórdia. Esta condição substituiu uma das quatro acima citadas.
Na semana dos mortos, de 1 a 8 de novembro, uma das quatro opções acima citadas pode ser substituída pela visita ao cemitério onde a pessoa está sepultada e rezar alguma oração por sua alma.
Prof. Felipe Aquino
Fonte: https://cleofas.com.br

O que há depois da morte?


A morte é consequência do pecado. “O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Por isso o nosso Catecismo afirma que: “A morte corporal, à qual o homem teria sido subtraído se não tivesse pecado”, é assim “o último inimigo” do homem a ser vencido (1 Cor 15,26) (n. 1008)
Mas, graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo. “Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro” (Fl 1,21). “Fiel é esta palavra: se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 1,11). Esta é a esperança cristã mostrada por São Paulo. O homem é formado de corpo e alma; a morte é a separação de ambos. A visão cristã da morte aparece claro na liturgia da Igreja, cheio de esperança: “Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”. Na ressurreição, quando Cristo voltar, na Parusia, Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso corpo transformado, unindo-o novamente à nossa alma.
A Igreja ensina que após a morte, sobrevive a nossa alma imortal, criada à imagem de Deus, e é nela que estão as nossas faculdade, como a Inteligência, a vontade, a memória e a consciência. O nosso “eu humano” subsiste. Portanto, ninguém permanece “dormindo” após a morte. A narrativa de Jesus, mostrando a realidade após a morte do rico epulão e do pobre Lázaro, cheio de feridas, mostra esta verdade. A Carta aos Hebreus diz que “Está determinado que cada um morra uma única vez e em seguida vem o juízo” (Hb 9,27). Isto é, ninguém morrerá duas vezes, a não ser aqueles que, por milagre, foram ressuscitados.
Os que morrem na amizade de Deus e estão perfeitamente purificados, imediatamente vão para o céu e participam da visão beatifica de Deus, na companhia da Virgem Maria, dos anjos e dos santos. Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão totalmente purificados, já têm a salvação eterna garantida, mas passam depois de sua morte por uma purificação, afim de obter a santidade necessária para entrar na alegria de Deus. (CIC §1054). É o purgatório.
Com base na “Comunhão dos santos”, a Igreja reza pelos defuntos, especialmente na santa Missa e pelas indulgências. E a Igreja lembra a seus filhos sobre a “triste e lamentável realidade da morte eterna, denominada também de “inferno” (n.1056). O sofrimento principal do inferno está na separação eterna de Deus, o único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado. No Juízo Final, toda justiça será feita. Mas, “Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2,4).
Prof. Felipe Aquino

Dom Guilherme: “Os cidadãos são convidados a participar do jogo e não apenas ficar torcendo das arquibancadas”


A democracia, segundo o bispo de Lages (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Werlang, exige a nossa participação ativa ao longo de todo o processo da vida brasileira e não somente no tempo das eleições quando depositamos nosso voto na urna.
“Passado o pleito eleitoral, a partir de agora cristãos e cristãs devem não apenas ficar na torcida como quem senta nas arquibancadas de um estádio de futebol. A cidadania a gente faz no dia a dia e esta é a nossa obrigação”, disse.
Na avaliação do religioso, os cristãos e cristãs, a partir do magistério da Igreja Católica, precisam manter sempre um olhar na busca da superação das violências e dos ódios e na participação efetiva como cidadãos e cidadãs na construção e na confirmação da democracia brasileira. “Devemos partir dos princípios da justiça e da paz e pensar o bem comum para o Brasil e para os brasileiros e brasileiras”, disse.
O bispo fala também da necessidade de os governantes, nos projetos e políticas públicas que irão propor, ter um olhar especial voltado às pessoas empobrecidas que muitas vezes, ao longo da história do Brasil, foram relegadas ao segundo e terceiro planos e foram social e economicamente excluídas dos bens da terra. “Os planos de governos devem olhar como uma família, um pai e uma mãe olham para os filhos mais debilitados e doentes”, compara.
Princípios fundamentais – A dignidade da vida humana, desde a concepção à morte natural, na avaliação do bispo é um princípio fundamental junto a outros como a transparência na gestão dos recursos públicos, a honestidade e a justiça social, que precisam ser defendidos e colocados em prática pelos políticos eleitos pelo povo brasileiro.
Dom Guilherme defende ser necessário continuar fortalecendo a organização da sociedade brasileira para que efetivamente o país seja para todos e não de pequenos grupos e privilegiados. Neste sentido, o presidente da Comissão Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB defende que é necessário garantir a liberdade de expressão e a liberdade de se organizar socialmente, conforme o que está previsto na Constituição do Brasil.
Os governantes, defende o bispo, devem governar pensando nos interesses do povo brasileiro e não dos interesses estrangeiros e do mercado. “Para isto, devemos ter políticas públicas que possam atender todas as demandas em todos os campos da vida humana seja na saúde, alimentação, moradia, educação”, aponta. A justiça social, princípio assegurado na Constituição brasileira, também deve pautar a construção das políticas dos novos governantes que assumem a partir de 1º de janeiro do próximo ano. “Esse princípio diz que todos somos iguais perante a lei’, ressalta.
Fonte: CNBB

Ângelus, 4 de novembro: amor a Deus e ao próximo são inseparáveis, disse o Papa Francisco


“Amar a Deus quer dizer investir nossas energias todos os dias para ser seus colaboradores no serviço ao próximo sem reservas, no buscar perdoar sem limites e no cultivar relações de comunhão e de fraternidade”, disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo.
O amor a Deus e ao próximo são inseparáveis, reiterou o Papa em sua alocução, antes de rezar o Angelus. “Eles são os dois lados de uma única moeda: vividos juntos, são a verdadeira força do crente”.
O domingo chuvoso não impediu que milhares de fiéis e turistas fossem até a Praça São Pedro para ouvir a mensagem de Francisco no tradicional encontro dominical.
“Há um só Senhor e esse Senhor é “nosso” no sentido de que ele está ligado a nós com um pacto indissolúvel, nos amou, nos ama e nos amará para sempre”, disse o Papa ao iniciar sua reflexão, inspirada no Evangelho de São Marcos e no Livro do Deuteronômio.
Amor a Deus e ao próximo são inseparáveis
E “é desta fonte, este amor de Deus – completou – que deriva o duplo mandamento para nós: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua mente e com toda a tua força. […] amarás o teu próximo como a ti mesmo”:
“Ao escolher estas duas palavras dirigidas por Deus ao seu povo e colocando-as juntas, Jesus ensinou de uma vez por todas que o amor a Deus e o amor ao próximo são inseparáveis. E mais do que isso, eles se sustentam um ao outro. Mesmo se colocados em sequência, eles são os dois lados de uma única moeda: vividos juntos, eles são a verdadeira força do crente”!
“O nosso Deus é doação sem reservas, é perdão sem limites, é relação que promove e faz crescer. Por isto – observou Francisco – amar a Deus quer dizer investir nossas energias todos os dias para ser seus colaboradores no serviço ao próximo sem reservas, no buscar perdoar sem limites e no cultivar relações de comunhão e de fraternidade”.
Pré-selecionar o próximo não é cristão
E explicou, que “o evangelista Marcos não se preocupa em especificar quem é o próximo, porque o próximo é a pessoa que eu encontro no caminho, nos meus dias”:
“Não se trata de pré-selecionar o meu próximo, isto não é cristão! Eu penso que o meu próximo é aquele que eu pré-selecionei. Não, isto não é cristão, é pagão; mas se trata de ter olhos para vê-lo e coração para querer o seu bem. Se nos exercitarmos em ver com o olhar de Jesus, nos colocaremos sempre em escuta e ao lado de quem precisa. As necessidades do próximo exigem certamente respostas eficazes, mas antes ainda elas pedem compartilhamento”.
Proximidade fraterna
Com uma imagem – exemplificou – podemos dizer que o faminto tem necessidade não apenas de um prato de sopa, mas também de um sorriso, de ser ouvido e também de uma oração, quem sabe feita em conjunto:
“O Evangelho de hoje convida todos nós a sermos projetados não somente para as urgências dos irmãos mais pobres, mas sobretudo a estarmos atentos às suas necessidades de proximidade fraterna, de sentido da vida e da ternura. Isso interpela nossas comunidades cristãs: trata-se de evitar o risco de ser comunidades que vivem de muitas iniciativas, mas de poucas relações; o risco de comunidade “estações de serviço”, mas de pouca companhia, no sentido pleno e cristão deste termo”.
“Seria ilusório – disse Francisco ao concluir – pretender amar o próximo sem amar a Deus. E da mesma forma seria ilusório pretender amar a Deus sem amar o próximo. As duas dimensões do amor, para Deus e para o próximo, em sua unidade, caracterizam o discípulo de Cristo. Que a Virgem Maria nos ajude a acolher e testemunhar na vida de cada dia este ensinamento luminoso”.
(Texto e foto: Vatican News)


Santo do dia

São Zacarias e Santa Isabel 




Embora os nomes destes santos não estejam presentes no Calendário Litúrgico da Igreja, há muitos séculos a tradição cristã consagrou este dia à veneração da memória de São Zacarias e Santa Isabel, pais de São João Batista.
Encontramos a sua história narrada no magnífico Evangelho de São Lucas, onde ele descreveu que havia no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias; a sua mulher pertencia à descendência de Aarão e se chamava Isabel. Eles viviam na aldeia de Ain-Karim e tinham parentesco com a Sagrada família de Nazaré. 
Foram escolhidos por Deus por sua fé inabalável, pureza de coração e o grande amor que dedicavam ao próximo. Zacarais e Isabe eram um casal de idosos e infelizmente Isabel era estéril. Mas foi por sua esterilidade que ela se tornou uma grande personagem feminina na historia religiosa do povo de Deus. 
O anjo do Senhor apareceu ao velho sacerdote Zacarias no templo e lhe disse que sua mulher Isabel teria um filho que levaria o nome de João. Zacarias inicialmente se manteve incrédulo e para que pudesse crer precisou de um sinal: ele ficou mudo até que João veio à luz do mundo. 
Conta-nos o Evangelho que Maria esteve com Isabel auxiliando-a durante sua gravidez. Após o nascimento de João, Zacarias e Isabel se recolheram à sombra da fama do filho, como convém aos que sabem ser o instrumento do Criador. Com humildade, se alegraram e se satisfizeram com a santidade da missão dada ao filho, sendo fieis a Deus até a morte.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Fonte: http://www.catolicoorante.com.br

Papa Francisco nomeia bispo para a diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda (RJ)

O papa Francisco nomeou, nesta quarta-feira, 13 de março, para a diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) dom Luiz Henrique da Silv...